Durante minha limpeza geral de final de ano - que inclui faxinar também meus arquivos digitais - encontrei uma mensagem que escrevi em 2005 para meus amigos e familiares e da qual nem me lembrava mais. Estava lá no fundo da minha pasta de "mensagens selecionadas", esquecida, mas felizmente resgatada. E não poderia tê-lo feito em época melhor do ano, pois se trata de um texto natalino. Por isso, vou compartilhá-lo aqui com vocês:
Vamos aproveitar este período de festas para fazer uma grande faxina! Vamos nos desfazer de tudo de ruim que aconteceu em 2008 e deixar espaço para que coisas boas nos sejam brindadas com a chegada do Ano Novo! Deixemos para trás más recordações, rancores, brigas, desentendimentos e vamos ocupar nossas mentes com coisas que realmente valham a pena, como fazer o bem, cuidar da saúde, das nossas vidas, das pessoas que amamos e do nosso planeta.
À quem é da minha família, desejo união e harmonia para todos nós. À quem não é, união e harmonia em seus lares.
Aos amigos que vejo com freqüência e fazem parte do meu dia-a-dia, desejo que nossa amizade cresça e se fortaleça cada vez mais. Aos amigos que já faz tempo que não vejo, desejo que estejam todos bem, saudáveis e que a nossa amizade seja sempre muito resistente à distância e às reviravoltas da vida.
Aos que estão no Brasil, desejo coragem e força para suportar os tantos absurdos, abusos e loucuras com os quais convivemos diariamente. Aos que estão em outros países, determinação e resistência para suportar as diferenças culturais e a saudade da família e dos amigos.
Aos casados, noivos e namorados, desejo amor, união e cumplicidade. Aos solteiros, paciência para esperar o novo amor chegar.
Aos que são pais ou tem crianças em casa, desejo carinho e paciência para com estes pequenos presentes de Deus. Aos que não são nem tem, boa vontade para com as crianças do mundo.
Aos enfermos, desejo muita, muita saúde. Aos sãos, saúde também, pois é o mais importante e nunca é demais!
Aos empregados, desejo criatividade e bons negócios. Aos desempregados, um novo e bom emprego!
Aos que comemoram o Natal, desejo felicidades e bons momentos entre pessoas queridas e amadas. Aos que não comemoram, que pelo menos aproveitem o período para refletir e desejar o bem ao próximo.
Boas Festas para todos nós!
É isso aí...
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domingo, 21 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
X SLA
Semana passada participei do X Seminário de Lingüística Aplicada (SLA), promovido pelo Instituto de Letras da UFBA. Foram quatro dias de atividades diversas, entre conferências, mesas plenárias e sessões de comunicação. Os temas abordados e discutidos orbitavam majoritariamente a área de ensino de línguas, mas também tivemos exposições sobre tradução, pesquisa e educação num contexto mais geral.
Participar deste seminário foi uma experiência que reforçou em mim algo que eu já sabia: que participar de atividades acadêmicas extracurriculares é algo que enriquece bastante a vida de qualquer um, pessoal e profissionalmente. A quantidade de informações úteis e interessantes que se adquire e os contatos que se faz são de um valor inestimável e podem mudar a vida de uma pessoa. Foi graças a este seminário que eu tive a oportunidade de, entre outras coisas, me aproximar mais de alguns colegas de curso e de descobrir que nos Estados Unidos não existe uma língua oficial institucionalizada! Aaah, isso também é novidade para você? Vai no Goggle e coloca lá “The English-Only Movement”. Conhecimento nunca é demais.
No entanto o mais impressionante de tudo foi a presença constante de uma figura que eu já percebi que será para mim uma espécie de “carma universitário”. Não houve um só dia desse evento no qual eu não tenha ouvido falar o nome de Mikhail Bakhtin. Ele e sua análise do discurso foram lembrados, citados, elogiados, citados novamente... Mas tenho que admitir: por conta disso agora estou começando a entendê-lo um pouco melhor. E, de fato, seria estranho se em um seminário como este ele não tivesse aparecido em momento algum.
Pois é... Eu não disse que essas atividades mudam a vida da gente? E o curso tá só começando...
Participar deste seminário foi uma experiência que reforçou em mim algo que eu já sabia: que participar de atividades acadêmicas extracurriculares é algo que enriquece bastante a vida de qualquer um, pessoal e profissionalmente. A quantidade de informações úteis e interessantes que se adquire e os contatos que se faz são de um valor inestimável e podem mudar a vida de uma pessoa. Foi graças a este seminário que eu tive a oportunidade de, entre outras coisas, me aproximar mais de alguns colegas de curso e de descobrir que nos Estados Unidos não existe uma língua oficial institucionalizada! Aaah, isso também é novidade para você? Vai no Goggle e coloca lá “The English-Only Movement”. Conhecimento nunca é demais.
No entanto o mais impressionante de tudo foi a presença constante de uma figura que eu já percebi que será para mim uma espécie de “carma universitário”. Não houve um só dia desse evento no qual eu não tenha ouvido falar o nome de Mikhail Bakhtin. Ele e sua análise do discurso foram lembrados, citados, elogiados, citados novamente... Mas tenho que admitir: por conta disso agora estou começando a entendê-lo um pouco melhor. E, de fato, seria estranho se em um seminário como este ele não tivesse aparecido em momento algum.
Pois é... Eu não disse que essas atividades mudam a vida da gente? E o curso tá só começando...
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Labiata
No último sábado (dia 08) fui conferir o show do cantor e compositor pernambucano Lenine no TCA. O objetivo principal do espetáculo era apresentar o repertório de seu mais novo CD, intitulado ‘Labiata’; no entanto, velhas e conhecidas canções também foram executadas, para alegria do público.
A delicadeza desse novo trabalho de Lenine começa pelo nome do CD. ‘Labiata’ vem de cattleya labiata, espécie de orquídea existente no nordeste brasileiro, muito apreciada pela sua beleza e perfume. Com caráter intimista, as canções primam pela diversidade de ritmos, melodias e mensagens. Destaque para 'É o que me interessa', cuja letra segue abaixo:
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa
Às vezes é o instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto
E é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa
A delicadeza desse novo trabalho de Lenine começa pelo nome do CD. ‘Labiata’ vem de cattleya labiata, espécie de orquídea existente no nordeste brasileiro, muito apreciada pela sua beleza e perfume. Com caráter intimista, as canções primam pela diversidade de ritmos, melodias e mensagens. Destaque para 'É o que me interessa', cuja letra segue abaixo:
Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo
E transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado
Só de quem me interessa
Às vezes é o instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto
E é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o seu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurra em meu ouvido
Só o que me interessa
A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa
domingo, 2 de novembro de 2008
Existências que irritam
Recentemente debati com alguém sobre antipatia gratuita. Num nível mais superficial, chegamos a uma conclusão interessante e óbvia.
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Temos nossas preferências e o direito de não curtir quem quer que seja. Isso serve de justificativa quando seu santo não bate com o de outra pessoa.
Mas... E quando você percebe que alguém não gosta de você? Que você incomoda, intimida, causa asco, desgosto?
É chocante. Uma tristeza. Um insulto, um ultraje.
Um fato. Uma verdade.
Mas... O problema é com você? É seu? Quem não gosta é a outra pessoa! Tudo certo.
Então, retificando, são dois os direitos: o de não gostar de alguém e o de não contentar outrem.
Não se pode agradar a gregos, troianos e humanos, eis tudo.
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Temos nossas preferências e o direito de não curtir quem quer que seja. Isso serve de justificativa quando seu santo não bate com o de outra pessoa.
Mas... E quando você percebe que alguém não gosta de você? Que você incomoda, intimida, causa asco, desgosto?
É chocante. Uma tristeza. Um insulto, um ultraje.
Um fato. Uma verdade.
Mas... O problema é com você? É seu? Quem não gosta é a outra pessoa! Tudo certo.
Então, retificando, são dois os direitos: o de não gostar de alguém e o de não contentar outrem.
Não se pode agradar a gregos, troianos e humanos, eis tudo.
sábado, 1 de novembro de 2008
Visita íntima
Hoje fui visitar meus avós. Faço esta visita anualmente com a minha mãe, sempre nesta mesma época. É sempre um momento de reflexão, e este ano não poderia ser diferente.
Todo ano Mrs. Pedrecal repete a mesma frase: “É aqui que termina toda vaidade, minha filha”. Concordo, mas vou além das coisas vãs. A maior lição que se pode tira de uma visita ao cemitério é essa: tudo, absolutamente tudo um dia encontra seu fim. Não há bem que nunca se acabe, nem mal que dure para sempre.
É desolador saber que momentos de alegria e felicidade vão acabar, às vezes antes mesmo deles acontecerem. Você olha aquelas pessoas queridas sorrindo e pensa: “Estarão comigo daqui a um ano? Até que momento farão parte da minha vida?”. No entanto, existe o consolo e o alívio de saber que as dores e os sofrimentos também acabarão um dia, e esse pensamento nos dá coragem para seguir adiante. A vida sabe ser generosa: pessoas queridas vão embora, mas, caso não pertençam a nenhuma das “categorias insubstituíveis” (pai, mãe e filhos), fatalmente terão seus lugares ocupados por outras pessoas em algum momento. Só não supera uma dor quem se apega a ela, afinal.
Essa alternância entre momentos bons e ruins me lembra uma comparação que li uma vez entre a vida e uma roda gigante. Num momento se está na parte alta da roda, para logo em seguida estar na parte baixa, e depois novamente sobe, e desce, e... Ou você aprende a lidar com esses altos e baixos ou acaba doente (em ambos, roda gigante e vida).
Tudo passa. E já que não dá pra fugir disso, vamos colaborar com nossa existência e permitir que ela siga com sua sazonalidade. Quem sabe assim ficamos menos tempo na parte de baixo da roda.
Todo ano Mrs. Pedrecal repete a mesma frase: “É aqui que termina toda vaidade, minha filha”. Concordo, mas vou além das coisas vãs. A maior lição que se pode tira de uma visita ao cemitério é essa: tudo, absolutamente tudo um dia encontra seu fim. Não há bem que nunca se acabe, nem mal que dure para sempre.
É desolador saber que momentos de alegria e felicidade vão acabar, às vezes antes mesmo deles acontecerem. Você olha aquelas pessoas queridas sorrindo e pensa: “Estarão comigo daqui a um ano? Até que momento farão parte da minha vida?”. No entanto, existe o consolo e o alívio de saber que as dores e os sofrimentos também acabarão um dia, e esse pensamento nos dá coragem para seguir adiante. A vida sabe ser generosa: pessoas queridas vão embora, mas, caso não pertençam a nenhuma das “categorias insubstituíveis” (pai, mãe e filhos), fatalmente terão seus lugares ocupados por outras pessoas em algum momento. Só não supera uma dor quem se apega a ela, afinal.
Essa alternância entre momentos bons e ruins me lembra uma comparação que li uma vez entre a vida e uma roda gigante. Num momento se está na parte alta da roda, para logo em seguida estar na parte baixa, e depois novamente sobe, e desce, e... Ou você aprende a lidar com esses altos e baixos ou acaba doente (em ambos, roda gigante e vida).
Tudo passa. E já que não dá pra fugir disso, vamos colaborar com nossa existência e permitir que ela siga com sua sazonalidade. Quem sabe assim ficamos menos tempo na parte de baixo da roda.
domingo, 21 de setembro de 2008
Um grande ritual Shakespeareano
Grandes oportunidades de entretenimento podem surgir de acontecimentos inusitados. Quem algum dia imaginou assistir à uma peça de Shakespeare encenada por atores japoneses aqui em Salvador? Pois foi essa novidade que fui conferir: a montagem de “Muito Barulho Por Nada” realizada pelos talentosos profissionais do grupo Euro-Japan Theatre Organization/Théâtre du Sygne, com direção de Seya Tamura.
Apresentando diálogos em japonês e legendas em português, “Karasawagi” (título da versão japonesa da obra) conta algumas histórias, entre elas a de Benedito e Beatriz, dois jovens sagazes, bem articulados, espirituosos e rápidos em rebater perguntas e afirmações com respostas inteligentes. Entre danças, falsas acusações, cerimônias de casamento, calúnias, desafios, confrontos, flertes, festas e morte, eles irão descobrir um ao outro.
Com iluminação e trilha sonora típica impecáveis, este diferente e ótimo espetáculo veio nos brindar no ano do centenário de imigração japonesa no Brasil e será apresentado em outras cidades do país, tendo Salvador sido a primeira delas. O formato com legendas, apesar de se configurar como uma novidade para nós, é muito utilizado nos intercâmbios de artes cênicas pelo mundo afora.
Uma tragédia cômica (ou comédia trágica, como preferir), no melhor estilo Shakespeare. Espetáculo delicado, rico em detalhes, como muitas coisas inerentes à cultura japonesa. Destaque para a atriz Atsuko Ogawa, hilária na pele de Beatriz.
Apresentando diálogos em japonês e legendas em português, “Karasawagi” (título da versão japonesa da obra) conta algumas histórias, entre elas a de Benedito e Beatriz, dois jovens sagazes, bem articulados, espirituosos e rápidos em rebater perguntas e afirmações com respostas inteligentes. Entre danças, falsas acusações, cerimônias de casamento, calúnias, desafios, confrontos, flertes, festas e morte, eles irão descobrir um ao outro.
Com iluminação e trilha sonora típica impecáveis, este diferente e ótimo espetáculo veio nos brindar no ano do centenário de imigração japonesa no Brasil e será apresentado em outras cidades do país, tendo Salvador sido a primeira delas. O formato com legendas, apesar de se configurar como uma novidade para nós, é muito utilizado nos intercâmbios de artes cênicas pelo mundo afora.
Uma tragédia cômica (ou comédia trágica, como preferir), no melhor estilo Shakespeare. Espetáculo delicado, rico em detalhes, como muitas coisas inerentes à cultura japonesa. Destaque para a atriz Atsuko Ogawa, hilária na pele de Beatriz.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
“To be, or not to be, that is the question.”*
A versão cinematográfica de Franco Zeffirelli para “Hamlet”, a mais famosa tragédia de Shakespeare, é bem fiel ao livro. Mel Gibson está carismático na pele do famoso príncipe da Dinamarca que, ao descobrir a verdade sobre a morte de seu pai, resolve vingá-lo. O elenco é ótimo e os atores estão bem em seus papéis. Os monólogos, no entanto, são um pouco chatos e podem aborrecer. Mas não desista, assista-o até o final. É um bom filme. Só não recomendo após um dia exaustivo de trabalho (risco de sonolência).
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TRADUÇÃO
*"Ser ou não ser, eis a questão."
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TRADUÇÃO
*"Ser ou não ser, eis a questão."
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
The Prophet
“Teach me to love?
Go teach thyself more wit.
I, chief professor, am of it.
The god of love, if such a thing there be,
May learn to love from me.”
Trecho do poema “The Prophet”, de Abraham Cowley.
- - -
TRADUÇÃO
O Profeta
“Ensinar-me a amar?
Ensine-se a brincar.
Eu já sou professor titular.
O deus do amor, se tal existir,
Aprenderá a amar comigo.”
(Para ler o poema completo - sem tradução - clique aqui.)
Go teach thyself more wit.
I, chief professor, am of it.
The god of love, if such a thing there be,
May learn to love from me.”
Trecho do poema “The Prophet”, de Abraham Cowley.
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TRADUÇÃO
O Profeta
“Ensinar-me a amar?
Ensine-se a brincar.
Eu já sou professor titular.
O deus do amor, se tal existir,
Aprenderá a amar comigo.”
(Para ler o poema completo - sem tradução - clique aqui.)
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